Tecnologia no campo: TSI ajuda produtores de feijão a reduzir perdas e aumentar rentabilidade
Presente em lavouras de norte a sul do país, o feijão segue como uma das culturas mais importantes para a agricultura brasileira. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área destinada ao cultivo da leguminosa na safra 2025/26 está projetada em aproximadamente 2,9 milhões de hectares – cerca de 10% do total previsto para todas as leguminosas exceto soja -, com produção estimada entre 3,2 e 3,4 milhões de toneladas.
Diante da busca crescente por produtividade, uniformidade e redução de perdas no campo, esses produtores têm adotado tecnologias capazes de proteger o potencial das sementes desde os primeiros estágios do cultivo. Entre elas, o Tratamento de Sementes Industrial (TSI) vem ganhando espaço por oferecer maior segurança no estabelecimento da lavoura e contribuir para melhores resultados ao longo do ciclo produtivo.
Segundo Suzanna Gigo, coordenadora de sementes da Boa Safra (SOJA3), uma das maiores sementeiras do Brasil, esse tratamento é uma ferramenta importante para garantir que a proteção das sementes ocorra de forma uniforme e eficiente.
“O TSI faz com que as sementes recebam doses iguais dos produtos aplicados, protegendo e proporcionando uma melhor germinação e emergência. O tratamento também oferece uma barreira contra os danos causados por fungos e pragas. A partir disso, as plântulas – plantas jovens, que acabaram de germinar – poderão expressar seu maior potencial produtivo”, afirma.
Pragas e doenças podem comprometer o desenvolvimento da lavoura logo após a semeadura. Entre os principais desafios enfrentados no período inicial do ciclo estão pragas e fungos do solo, que comprometem a lavoura no período inicial, além de fungos e nematoides capazes de prejudicar o desenvolvimento radicular e reduzir o potencial produtivo da cultura. O tratamento já atuaria desde o início, diminuindo esses riscos.
Outro diferencial do TSI é a precisão do processo. Enquanto o tratamento realizado na propriedade pode apresentar variações na dosagem dos produtos, cobertura irregular das sementes e até danos mecânicos durante a operação, o tratamento industrial de sementes é conduzido em equipamentos de alta tecnologia, capazes de garantir aplicação precisa, cobertura uniforme e melhor aderência dos ingredientes ativos. Essa padronização assegura que todas as sementes recebam a mesma proteção, reduzindo riscos.
O TSI também é considerado um bom custo-benefício para os agricultores. Segundo levantamentos realizados pela Embrapa, o TSI representa cerca de apenas 2% do custo total de produção de um hectare de lavoura. Um investimento baixo para garantir maior proteção e rentabilidade da plantação. Estudos globais também apontam que esses tratamentos combinados podem aumentar a produtividade de leguminosas como o feijão em até 30%.
Atualmente, a Boa Safra disponibiliza quatro níveis de TSI para a cultura do feijão, desenvolvidos para atender diferentes perfis de produtores: o TSI Básico, que oferece proteção inicial e um excelente custo-benefício para o estabelecimento da cultura; o TSI Top, que amplia o espectro e o período de proteção, proporcionando maior segurança em áreas com maior pressão de pragas; o TSI Premium, que agrega uma proteção mais completa, contribuindo para maior vigor, uniformidade de emergência e desenvolvimento das plantas, sendo indicado para sistemas de produção mais tecnificados; e o TSI Victrato Premium, que representa o mais alto nível de proteção, com foco especial no manejo de nematoides e doenças de solo, favorecendo o desenvolvimento radicular, a eficiência na absorção de nutrientes e o máximo aproveitamento do potencial produtivo da cultivar.
Sobre a Boa Safra
Fundada em 2009, a Boa Safra (SOJA3) é líder na produção de sementes de soja – mercado que domina com um market share de 10%. Com sede em Formosa (GO) e 17 unidades entre Centros de Distribuição e Unidades de Beneficiamento, a companhia ampliou sua atuação após o IPO realizado em 2021, consolidando sua presença no mercado nacional com um portfólio diversificado que inclui sementes de milho, sorgo, trigo, feijão, arroz e mix de cobertura.
Comprometida com eficiência, qualidade e excelência operacional, a Boa Safra investe continuamente em tecnologia avançada e infraestrutura inovadora, assegurando sementes de alto valor agregado, com índices de vigor e germinação acima da média do mercado, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade do produtor rural. Presente em todas as regiões e produção nos melhores polos agrícolas do país, a empresa vem expandindo sua estrutura e capacidade produtiva, atualmente em 280 mil big bags de sementes de soja e 2,5 mm sacas de sementes de milho.
Publicado em 22 julho de 2026